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publicado por maria mendonça, em 06.12.08 às 23:00link do post | favorito

Esta embrulhada com o BPN cheira tão mal, tão mal... E ainda a procissão vai no adro.

Apesar de Vitor Constâncio alegar que nada sabia e que não era responsabilidade dele fiscalizar o banco, há muito tempo que quem está no meio sabia que a saúde do banco não era boa. Como se pode ver aqui, aqui.

Como diz o ditado quando a esmola é muito, o povo desconfia. Um banco que oferecia taxas de juro muito acima da média dos outros, alguma coisa não estava bem.

Depois da nacionalização do banco, decidida pelo Governo, começaram-se a desvendar as trafulhices.

Dias Loureiro não foi ouvido no Assembleia como queria e foi à RTP dar uma entrevista. Afirmou nada saber da situação mas que desconfiava de algo e que teria ido ao Banco de Portugal pedir uma intervenção mais próxima.  Vitor Constâncio rapidamente, desmentiu afirmando que Dias Loureiro apenas  o foi questionar  "por que é que o Banco de Portugal andava tão em cima do BPN".

Cavaco Silva na tentativa de se demarcar da polémica, afirma não ter contas no BPN, nem tem qualquer relação com o banco e mantem a confiança em Dias Loureiro como seu Conselheiro de Estado.

Nessa entrevista Dias Loureiro comenta um  negócio de compra de empresas de Porto Rico, que passado uns meses faliram. Nada nesse negócio  é transparente, desde os relatórios internos da SLN que desaconselhavam a compra até ao rumo que o dinheiro teve, pois passa por off-shores e o negócio não é dado a conhecer nas contas do banco. Inclusive o dito negocio, envolve um amigo de Dias Loureiro, um libânes que se suspeita estar ligado ao tráfico de armas.

Mais tarde, num título do JN lê-se "BPN usou 'off-shore' para ocultar ganhos". Uma empresa brasileira terá sido vendida em 2006  por 135 milhões de euros, mas o relatório e contas desse ano, refere  um encaixe de apenas 5,5 milhões de euros com a operação. O que feitas as contas, mostra que os restantes 129,5 milhões de euros foram para algum lado...

Entre 2003 e 2006 o BPN concedeu  242,2 milhões de euros na ERGI Empreendimentos, na forma de empréstimos concedidos pelo Banco Insular de Cabo Verde, uma instituição 'off-shore' que a SLN controlou de forma clandestina durante vários anos.

Estes empréstimos concedidos à ERGI não chegaram a ser liquidados, pelo que devem fazer parte dos cerca de 407 milhões de euros em crédito malparado que, segundo o Banco de Portugal, constam do balanço do Insular.

 

 

 


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