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publicado por maria mendonça, em 19.12.08 às 16:27link do post | favorito

A menina  que é disputada por dois pais, foi entregue hoje ao pai biológico, Baltazar Nunes, com quem irá passar a época de Natal, aos gritos num momento dramático. A entrega da criança foi efectuada às 12h30m no Tribunal de Torres Novas, deixando os pais afectivos Adelina Lagarto e Luís Gomes.

“Pai vamos embora daqui” e “não quero ir” foram duas da afirmações de Esmeralda, citada pelo sargento Luís Gomes. A entrega foi efectuada sob fortes medidas de segurança onde os jornalistas ficaram na rua e até à mãe biológica da menor, Aidida Porto, foi impedida pela policia de se aproximar.

 (Via Correio da Manhã)

 

Apesar de estarem a cumprir uma sentença de um tribunal que deu a guarda ao pai biológico, que tipo de pai é será este? Um pai que quer passar  o Natal à força com a sua filha, de tal forma que é necessário retirar a criança à força contra a sua vontade dos únicos pais que conhece, levando-a para casa aos gritos e num pranto? Que pai seria capaz disto?



 


José A a 19 de Dezembro de 2008 às 19:20
O que será desta menina um dia mais tarde.
São "crimes" atrás de "crimes" cometidos a uma criança tão
inocente. Um dia virá a revolta porque garanto que isto
vai marcar a menina para sempre. Vivi aos oito anos uma
situação muito menos grave, e a partir de uma certa altura,
revoltei-me com o "mundo". Pobres crianças que pagam pelos erros dos adultos.

Jorge Soares a 20 de Dezembro de 2008 às 11:48
Como tudo na vida, isto tem duas maneiras de se olhar, como um acto isolado, ou como o problema no seu todo

É um pai que anda há anos numa luta incrível para ter a sua filha com ele, um pai que já teve uma quantidade de sentenças a seu favor e que por primeira vez viu o tribunal a fazer cumprir o que tinha decidido.

Se os senhores que se fazem passar por pais da criança a tivessem entregue a primeira vez que o tribunal disse para o fazerem, quando a criança tinha 8 meses de idade, nada disto estaria a acontecer, e se a comunicação social não alimentasse a telenovela, nada disto estaria a acontecer.

Sabes, quando comecei o primeiro processo de adopção, houve quem me sugerisse ir pelo caminho que eles foram, só que eu sou uma pessoa honesta e que gosta das coisas feitas como deve ser. Todo este caso é a prova que os tribunais em Portugal não servem para nada, caso contrário, a mãe biológica e os pais afectivos estariam provavelmente presos, e a criança estaria com o pai.

Bom natal
Jorge

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